
AMENDOEIRAS DA AVENIDA
Arlene Miranda
Longas horas. E eu, embevecida,
Olhava o mar em verde mergulhado.
As belezas da praia da Avenida
Coloriam o meu mundo encantado.
Enfileirados, galhos agitados,
Jogavam ao chão o fruto suculento.
Pela relva, odores espalhados
Trazidos, docemente, pelo vento.
Por detrás da folhagem esverdeada,
Ouvia cantar a doce passarada
Voando em bando, aves altaneiras...
No encanto da praia da Avenida,
Vivi puros momentos, enternecida,
À sombra da frondosa amendoeira.









































































































































