Hoje se comemora o dia dedicado ao Ipê amarelo, árvore símbolo do Brasil. E, em sua homenagem, dedico-lhe o soneto abaixo. Ele que tantas vezes alegrou meus dias, quando eu o contemplava, fincado nas verdes montanhas da Fazenda Ibaté, em Ressaquinha (MG), de propriedade do meu sogro, sr. Antônio Pereira, e me encantava com sua beleza; eram floradas douradas que mais pareciam uma aquarela, enquadradas pelo céu azul, límpido de nuvens, denunciando a geada que ameaçava cair na madrugada.Jamais esquecerei a ternura daquela paisagem, um alento para o coração dos habitantes de Ressaquinha, o bucólico interior mineiro, ao pé da Serra da Mantiqueira, no qual aprendi a amar a natureza, de uma beleza exuberante naquele lugar, cujo povo é de uma fé e religiosida inabaláveis.
Eis meu soneto:
À BELEZA DO IPÊ AMARELO
Ao florescer com luz e encantamento,
Anunciando os tons da primavera,
As suas flores, frágeis, ao relento,
Contêm o esplendor de uma quimera.
No solo do Ibaté nasceu um dia,
Forrando o chão com flores amarelas,
Brilhou, aos raios do sol, com alegria,
Lançando pelo ar doces querelas.
Num vivo despertar, nasce em botão,
Florada que enternece o coração,
Reflorescendo no horizonte em flor...
Consola a natureza e o nosso pranto,
Empresta à vida todo o seu encanto,
E toca as almas cheias de amor.










































