quinta-feira, 4 de novembro de 2010
UM CANTO SAGRADO
O CANTO DA JURITI
Arlene Miranda
Em meio ao arvoredo ela vivia,
Encantando as manhãs com o seu trinado.
A juriti levava a alegria
A toda extensão daquele prado.
Ao despertar da aurora, altaneira
A juriti saudava o sol nascente.
Era ela, de todas, a primeira
A cortejá-lo com seu canto ardente.
Mas eis que um dia não se ouviu seu canto.
Buscou-se a juriti emudecida.
Sumira a bela ave e o seu encanto.
Um malfeitor a retirou dali,
Levando a avezinha tão querida,
Calando para sempre a juriti.
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